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Índia reabre embaixada em Cabul após 4 anos e reforça relações com o Taleban.


Reabertura marca o primeiro compromisso diplomático de alto nível da Índia com o governo insurgente desde 2021, incluindo doações humanitárias e acordos de cooperação.

A Índia anunciou que vai elevar sua missão técnica em Cabul a uma embaixada de pleno direito, marcando o primeiro engajamento diplomático de alto nível com o governo talibã desde a tomada de poder em 2021. A medida reafirma o compromisso de Nova Déli com a soberania e o desenvolvimento do Afeganistão. As informações são da Al Jazeera.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, entregou uma chave simbólica ao seu homônimo afegão, Amir Khan Muttaqi, durante a doação de ambulâncias.

"Uma cooperação mais estreita entre nós contribui para o desenvolvimento nacional, bem como para a estabilidade regional", disse Jaishankar em coletiva de imprensa conjunta.

Doação de ambulâncias (Foto: Dr. S. Jaishankar/Reprodução X)
Jaishankar destacou que a Índia está totalmente comprometida com a soberania e integridade territorial do Afeganistão, agradecendo a Muttaqi pelo convite a empresas indianas para explorar oportunidades de mineração no país. Ele publicou imagens do encontro com Muttaqi em sua conta no X.

A embaixada da Índia em Cabul havia sido fechada em 2021 após a retirada das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) lideradas pelos EUA. Entre 1996 e 2001, durante o primeiro governo do Taleban, a Índia não manteve relações diplomáticas e apoiou a Aliança do Norte. Após a queda do grupo insurgente em 2001, a embaixada foi reaberta e a Índia investiu mais de US$ 3 bilhões em infraestrutura, saúde, educação e projetos de água.

A coletiva de imprensa foi marcada por restrições à imprensa, provavelmente solicitadas pelo talibã, que desde que retomou o poder reprime direitos das mulheres e meninas. Além disso, líderes talibãs, incluindo Muttaqi, estão sob sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) por abusos de direitos humanos.

Reações internacionais
Embora diversos países mantenham embaixadas em Cabul, somente a Rússia reconhece formalmente o governo do Talibã. Índia, China, Irã, Paquistão, Turquia e outros têm relações diplomáticas limitadas. Recentemente, o Formato de Moscou reafirmou apoio à independência e unidade do Afeganistão, rejeitando qualquer retorno da presença militar dos EUA.

Conheça os 8 nomes que desafiam Putin — e por que a oposição está dividida



Saiba quem são Yulia Navalnaya, Mikhail Khodorkovsky, Garry Kasparov e outros nomes-chave que formam a oposição russa e suas trajetórias diante da repressão do chefe do Kremlin

A oposição russa contra Vladimir Putin enfrenta desafios históricos. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, o Kremlin intensificou a repressão política, levando líderes opositores ao exílio ou à prisão. Entre as figuras centrais estão Yulia Navalnaya, Mikhail Khodorkovsky, Garry Kasparov, Vladimir Kara-Murza, Ilya Yashin, Dmitry Gudkov, Maksim Kats e Grigory Yavlinsky. As informações são da Radio Free Europe.

A trajetória da oposição russa é marcada por alianças estratégicas, vitórias simbólicas e conflitos internos. Alexei Navalny tornou-se símbolo da resistência, até sua morte em prisão russa em 2024. Sua viúva, Yulia Navalnaya, assumiu a liderança da causa, fortalecendo sua atuação internacional e organizando protestos contra a guerra.

Yulia Navalnaya (Foto: WikiCommons)
Mikhail Khodorkovsky, ex-oligarca, lidera o movimento pró-democracia Open Russia, enquanto Garry Kasparov atua como voz crítica de Putin em conferências internacionais. Vladimir Kara-Murza, sobrevivente de tentativas de assassinato, mantém intensa militância. Ilya Yashin e Dmitry Gudkov representam a oposição mais jovem, mesmo sob severa repressão.

Apesar das diferenças, essas lideranças formam um mosaico da resistência contra o autoritarismo russo. No entanto, as disputas internas na oposição russa dificultam a construção de uma frente unida, especialmente em meio a acusações mútuas e estratégias divergentes.

Em outubro de 2025, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) criou uma "Plataforma para o Diálogo" com as forças democráticas russas no exílio, reforçando a importância internacional da oposição. Mas, de acordo com a reportagem, permanece o desafio: unir forças para enfrentar um regime consolidado e hostil à dissidência.

Principais figuras da oposição russa contra Putin
Yulia Navalnaya
Viúva de Aleksei Navalny e presidente da Fundação Anticorrupção. Líder no exílio, organiza protestos internacionais contra Putin e a guerra na Ucrânia, mantendo viva a luta pela democracia.
Alexei Navalny (falecido)
Símbolo da resistência russa, líder da Fundação Anticorrupção. Condenado e preso por acusações políticas, morreu em 2024 em prisão russa, em circunstâncias suspeitas.
Mikhail Khodorkovsky
Ex-oligarca, fundador da Open Russia e crítico feroz do Kremlin. Reside em Londres e mantém atividades pró-democracia, denunciando a repressão estatal na Rússia.
Garry Kasparov
Ex-campeão mundial de xadrez e político opositor. Vive nos EUA, organiza eventos e protestos contra Putin e enfrenta processos judiciais e acusações de "terrorismo" pelo Estado russo.
Vladimir Kara-Murza
Ativista de direitos humanos e crítico de Putin. Sobreviveu a ataques suspeitos de envenenamento, foi preso em 2022 e libertado em 2024. Hoje lidera movimentos de oposição no exílio.
Ilya Yashin
Ex-deputado e manifestante pacífico. Condenado a 8 anos e meio de prisão por acusações relacionadas a críticas à guerra, foi libertado em troca de prisioneiros em 2024 e segue ativo fora da Rússia.
Dmitry Gudkov
Ex-parlamentar e ativista liberal. Fundador do Comitê Antiguerra Russo e do think tank CASE, vive no exílio devido à repressão política e atua contra a guerra e o regime.
Maksim Kats
Ativista e organizador político. Ex-candidato municipal, vive em Israel após condenação à revelia e mantém canal no YouTube com milhões de seguidores, mobilizando contra Putin.
Grigory Yavlinsky
Economista e fundador do partido Yabloko. Crítico da guerra e das políticas autoritárias de Putin, continua ativo na Rússia apesar de pressão e processos judiciais.
Cenário de repressão
Muito antes da invasão em larga escala da Ucrânia, a oposição russa já enfrentava repressão estatal. Protestos massivos em 2011 abriram caminho para uma repressão contínua, intensificada com a guerra iniciada em 2022. Disputas internas, como divergências sobre representação no Conselho da Europa, revelam a dificuldade da oposição em construir uma frente única.

A morte de Aleksei Navalny e a prisão ou exílio de líderes tornaram o cenário ainda mais fragmentado. A criação da "Plataforma para o Diálogo" pela PACE é um passo, mas a unidade ainda é um desafio estratégico.