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Trump zombou dos militares venezuelanos e Caracas o chamou de supremacista.

 


O governo venezuelano respondeu à mensagem de zombaria postada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Milícia Bolivariana, acusando o presidente de ter opiniões supremacistas por seus comentários.


Trump divulgou um vídeo nas redes sociais na segunda-feira mostrando mulheres civis participando de treinamento armado com a reserva voluntária. "Ultrassecreto: flagramos milícias venezuelanas treinando. Uma ameaça muito séria!", postou Trump sarcasticamente. A CNN não pôde confirmar quando o vídeo foi gravado.


O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, reagiu na terça-feira aos comentários de Trump, chamando-os de "apenas mais uma farsa".


“A zombaria é um ato de baixo valor humano, desprezo pelo próximo, é supremacia, é racismo”, comentou ele em um evento em Caracas. “Quando alguém zomba de um ser humano de carne e osso, isso não pode ser chamado de outra coisa senão supremacia”, reiterou.


A CNN entrou em contato com o Departamento de Estado dos EUA e a Casa Branca para comentar e está aguardando uma resposta.


Padrino López, que convidou algumas das mulheres que, segundo ele, apareceram no vídeo para o palco, acrescentou que elas foram condecoradas como "soldados da pátria" por ordem do presidente Nicolás Maduro. "As milicianas que tenho aqui à minha direita, que vêm do estado de Sucre e não vacilam", disse ele no evento.


Caracas ativou o alistamento da milícia em agosto, em meio a tensões crescentes com Washington, que iniciou um destacamento militar no Caribe para combater cartéis, segundo a Casa Branca. Maduro afirmou que mais de 8 milhões de venezuelanos se alistaram na força voluntária.


Em seu discurso na terça-feira, Padrino López abordou os ataques dos EUA em águas internacionais no Caribe contra embarcações que supostamente transportavam drogas.


"Eles têm hegemonia imperial; eles têm toda a tecnologia e equipamento militar para intimidar e assustar os povos do mundo", observou.


"Aqui no Caribe, eles assumiram a responsabilidade de executar pescadores, homens e mulheres que, cometendo crimes ou não, foram executados em vez de serem processados, conforme exigido pelo direito internacional", disse o ministro.


Trump anunciou pelo menos três ataques mortais a navios em mar aberto, o último na sexta-feira, sem apresentar provas concretas das supostas atividades ilícitas. Questionado sobre isso, o presidente declarou anteriormente: "Temos provas. Basta olhar para a carga espalhada pelo oceano: grandes sacos de cocaína e fentanil por toda parte."


A Venezuela condenou a mobilização dos EUA e, em resposta, lançou exercícios militares e exibiu seus caças de fabricação russa como demonstração de força, além de mobilizar militantes. Na semana passada, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu à ONU que investigasse os ataques às embarcações, que ele chamou de "execuções em série".