Raquel se recupera?
A governadora se recupera e passa a ser competitiva? Esta é a pergunta que mais tenho ouvido ao longo deste ano, aliás, desde a primeira pesquisa do Opinião em parceria com este blog, após as eleições municipais, na qual o pré-candidato do PSB, João Campos apareceu disparado, com mais de 40 pontos percentuais de vantagem.
O Governo Raquel está bem próximo de completar três anos e, incrivelmente, os percentuais desfavoráveis não mudam. Se há um ano, quando saiu o primeiro levantamento, ainda no ambiente pós-eleitoral do pleito municipal, eram 40 pontos, agora são 35 pontos, uma pequena redução dentro da chamada margem de erro. Nos votos válidos da pesquisa Big Data, conforme postei ontem, a diferença é de 40 pontos, 70% a 30%.
Em política, tudo é possível, mas os cenários são desalentadores para a governadora, principalmente na Região Metropolitana, que concentra quase metade do eleitorado do Estado. No chamado Grande Recife, João tem 76% das intenções de voto, ante apenas 14% da governadora. Entre os municípios, Raquel só bate seu adversário hoje em Caruaru, sua terra natal, que governou, Palmares e Aliança, na Zona da Mata.
Se as eleições fossem hoje, João seria eleito com uma diferença de 1,7 milhão de votos. Como a governadora vai tirar essa diferença no Interior, onde só existem duas correntes políticas, uma que estará com Raquel e a outra na oposição, com o candidato socialista? Muito improvável. A governadora tem que torcer para ocorrer um fato extremamente negativo que respingue na imagem de João ao longo da campanha.
Do contrário, sofrerá uma derrota acachapante. Quanto ao processo que envolve a pergunta inicial deste comentário, se a governadora se recupera, dois grandes desafios: entregar as obras anunciadas em tempo hábil, ou seja, até abril, e criar ao mesmo tempo, um ambiente no Estado de que o seu Governo deu certo, capaz de mudar o terrível conceito que a população tem hoje da gestão e do estilo dela de governar.
Por Magno Martins
