Vários países europeus comunicaram diretamente à Rússia a sua prontidão para abater caças russos que violem o seu espaço aéreo.
A informação está a ser avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas do tema.
O canal afirma que teve lugar em Moscovo uma reunião "tensa", diplomatas britânicos, alemães e franceses discutiram as suas preocupações com a recente incursão de três caças MiG-31 no espaço aéreo da Estónia, que concluíram ter sido intencional.
Drones não identificados sobrevoam base aérea no norte do França
O canal francês RFI reporta, citando a imprensa local, que vários drones não identificados foram vistos a sobrevoar a base aérea de Mourmelon-le-Grand, no norte do país.
Segundo a mesma fonte, o incidente ocorreu na noite de 21 para 22 de setembro.
As autoridades do departamento de Marne, onde se localiza a base, classificaram o incidente como "excecional" e dizem que, para já, não há razões para acreditar na interferência de um ator estrangeiro.
Secretário-geral da NATO afirma que países podem abater aviões russos que violem espaço aéreo
O secretário-geral da NATO afirmou que os países da Aliança Atlântica devem abater drones e aviões russos, caso entendam que é necessário.
“Se for necessário. Concordo totalmente com o presidente Trump aqui: se for necessário”, afirmou Mark Rutte em entrevista à Fox News.
O responsável acrescentou ainda que os militares da NATO são treinados para avaliar todas ameaças à segurança, sendo eles a determinar o que deve ser feito em cada caso.
Alemanha diz que Rússia está a seguir os seus satélites
O ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, alertou esta quinta-feira sobre a crescente ameaça representada pelas atividades espaciais russas, citando preocupações com dois satélites russos que seguem os satélites Intelsat usados pelas forças alemãs e outras.
"A Rússia e a China expandiram rapidamente as suas capacidades de guerra no espaço nos últimos anos: podem interromper as operações dos satélites, cegá-los, manipulá-los ou destruí-los cineticamente", disse numa conferência espacial em Berlim.
Pistorius sublinhou a necessidade de conversações sobre o desenvolvimento de capacidades ofensivas no espaço como forma de dissuasão, apontando para a utilização pela Rússia de dois dos seus satélites Luch Olymp para rastrear os satélites Intelsat.